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A segunda edição do FESTIVAL POLÍTICA realiza-se de 19 a 22 de Abril, no Cinema São Jorge, em Lisboa, e tem como tema central os Direitos Humanos e o combate à discriminação. A iniciativa, com o apoio da EGEAC e inserida no programa ?Abril em Lisboa?, inclui conversas, debates, concertos, workshops e filmes que convidam a repensar a sociedade actual e os moldes em que exercemos a cidadania.

“O programa pretende interpelar, contribuindo para uma expansão da consciência cívica, com especial enfoque nos direitos humanos. Queremos mobilizar o público, num espaço que é de todos como é o São Jorge, em torno das igualdades e liberdades”, refere Bárbara Rosa, directora artística.


“O modelo do Festival Política é inédito em Portugal, mas no Reino Unido, Itália e nos países nórdicos há vários exemplos de eventos de grande dimensão, organizados pela sociedade civil, que funcionam como fóruns de discussão dos assuntos públicos”, contextualiza Rui Oliveira Marques, também director artístico do festival.

O festival tem início dia 19 de abril. O primeiro dia começa com o debate “A Lei é Racista?” (17h30) com Lúcia Gomes e José Semedo Fernandes (advogados), Joacine Katar Moreira (investigadora), Beatriz Gomes Dias (presidente da Djass- Associação de Afrodescendentes) e Manuel Santos (sociólogo) a moderar. Às 18h30, avança a apresentação das curtas em parceria com o Canal 180 que pretendem reflectir a relação entre artistas, criativos, políticos e direitos humanos. Thomas Mandl, fotógrafo e activista organizador do “What Else Europe”, estará presente.


Às 19h30 o Quarteto de Cordas da Orquestra Metropolitana de Lisboa apresenta “Compositores Exilados”, constituído por obras de compositores, Lopes Graça e Hindemith, cujas vozes foram “abafadas” pelos respectivos regimes – o salazarista em Portugal e o nazi na Alemanha. À noite, às 21h30 decorre a sessão oficial de abertura do festival, com a ante-estreia em Portugal do filme de Armando Iannuci, “A Morte de Estaline”. O filme, cuja exibição foi proibida na Rússia, relata de forma burlesca os conflitos entre o círculo próximo de Estaline após a sua morte, em Maio de 1953.

Sexta-feira, dia 20 de abril, o festival tem início às 17h30 com o debate “Que diversidade religiosa existe em Portugal?”, com moderação de Cátia Domingues. Às 18h é a vez da estreia de “Minas do futebol”, um documentário do brasileiro Yugo Hattori, sobre uma equipa de futebol sub-13 feminino de São Paulo, que se propõe participar num campeonato masculino. Estarão presentes na sessão dedicada à Igualdade no Desporto o secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, e o atleta olímpico Célio Dias. Às 18h30 decorre o “Cara a Cara com Deputados” que contará com a presença de sete deputados de todos os grupos parlamentares para encontros imediatos, de cinco minutos, com os cidadãos para ouvir as suas propostas. À noite, a partir das 21h30, decorre o concerto com Fado Bicha, o projecto de Lila Fadista na voz e João Caçador na guitarra, que resulta da subversão e da experimentação. Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, também estará presente. A partir das 22h serão exibidos três filmes de temática LGBT. Destaque para “Camel Toe”, de Alexandra Barbosa, que conta a história de Bruno, um jovem de 26 anos inicia-se na cultura drag do Porto em 2015. A realizadora e Bruno/Camel Toe irão acompanhar a sessão.

No sábado, dia 21 de abril, o festival inicia-se às 15h30 com a estreia em Lisboa do documentário “Pela Mão de Alice”, de Raquel Freire, que irá ao São Jorge apresentar o filme que segue as andanças académicas e sociopolíticas de Boaventura Sousa Santos. Ao longo da tarde decorrem os workshops “Como a tecnologia pode ajudar a combater a violência e a reforçar a democracia”, dinamizado por Ana Neves, “A cidade invisível”, por António Brito Guterres, e o debate “Que papel para a comunidade cigana?”. À noite, a partir das 21h30 será apresentada a performance video-musical “Ouvir com outros olhos”, de Nuno Meneses e Gabriela Almeida, seguida do filme “Tell Them We Are Rising”, de Stanley Nelson, exibido no âmbito do American Film Showcase e com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos. O documentário relata a história dos colégios e universidades negras na América começou antes do final da escravatura e desenvolveu-se no século XX, influenciando profundamente o curso da nação por mais de 150 anos.

Domingo, dia 22 de abril, às 15h30 será exibido o documentário “Another Lisbon Story”, de Claudio Carbone, sobre o Bairro da Torre, nos arredores de Lisboa. O realizador italiano estará presente na sessão para debater o tema. Às 17h será a vez da estreia de “Post Truth Times We The Media”, do espanhol Héctor Carré que estará no São Jorge, que quis saber como pode a verdade sobreviver numa sociedade que não valoriza a veracidade dos factos. A Sessão Oficial de Encerramento está marcada para as 18h30, com a projeção do documentário “City of Ghost”, de Matthew Heineman e apresentado em parceria com a ONU Portugal. O documentário segue os esforços de “Raqqa Is Being Slaughtered Silently”, um movimento de activistas anónimos que se juntaram depois de o seu país ter sido tomado pelo ISIS em 2014.

Depois da 1ª edição do Festival Política, ter em 2017 acentuado a problemática da abstenção, a iniciativa reveste-se este ano com o intuito de fazer as pessoas repensar a sociedade atual e a forma como exercem a sua cidadania.

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